Diabetes influencia na saúde bucal?


Cerca de 7% dos brasileiros, o que representa 12,5 milhões de pessoas, são diabéticos. Isso faz do Brasil o quarto país do mundo com maior número de indivíduos com a doença. E, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a condição pode influenciar na saúde da boca – e vice-versa.


Essa via de mão dupla, em que a saúde bucal influencia no controle do diabetes e a condição favorece o surgimento de doenças na boca, é comum de qualquer tipo de infecção que o diabético venha a ter.

As doenças mais comuns decorrentes do diabetes são gengivite e periodontite. A primeira é caracterizada pelo inchaço e/ou sangramento da gengiva, normalmente durante a escovação ou uso do fio dental. Já a periodontite é a progressão da gengivite que não foi tratada, atingindo, além da própria gengiva, a raiz do dente e os ossos ao redor.


Alguns diabéticos podem apresentar a halitose, também conhecida como mau hálito. A glicemia descontrolada pode causar o odor, mas é possível que haja correlação com a falta de higiene apropriada. O uso do cigarro e a ingestão de bebidas alcoólicas favorecem esse quadro.


Outra condição menos comum é a xerostomia ou boca seca. Essa condição pode ser consequência de um quadro maior, em que a pessoa ingere mais água e tem um aumento no volume de urina. Determinados medicamentos, aliados à baixa produção de saliva durante o sono, podem, inclusive, levar ao mau hálito, já que a boca não terá a proteção suficiente contra microrganismos.

O diabético precisa ter um acompanhamento regular com um dentista. A profilaxia pode ser feita de seis em seis meses, prevenindo o paciente contra a formação de tártaro. Avisar o dentista sobre o diabetes é uma obrigação, pois o cuidado com a saúde bucal precisa ser maior, bem como ao prescrever medicamentos.

Caso o paciente apresente gengivite, formação de tártaro ou até mesmo cáries, o tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A evolução destes quadros pode levar à descompensação da glicemia, atrapalhando no tratamento do diabetes.


Se houver a necessidade de uma cirurgia na boca, o acompanhamento da glicemia será de extrema importância. Neste caso, é preferível que os índices glicêmicos estejam controlados antes do procedimento.


Fora as visitas ao dentista, o paciente pode e deve tomar cuidado com hábitos fora do consultório, como fumar, cuidar da alimentação e tratar qualquer tipo de infecção que aparecer, seja ela na boca ou não.




Em resumo, o diabético precisa ser um vigilante da própria saúde, mantendo os níveis de glicemia sob controle. O açúcar que viaja pelo sangue atrapalha o trabalho de células defensoras contra micróbios. Ou seja, favorece o surgimento de cáries e aftas.

Mantendo a saúde em dia, as visitas ao dentista não passarão de meras profilaxias de rotina!



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